ECONOMIA - 'IBC-Br é motivo para comemoração', diz economista

22/05/2017🌐Jorge Gondim

POR : BANCO CENTRAL  

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O resultado do IBC-Br de março foi mais uma confirmação de que a recessão que começou em 2014 chegou ao fim. O índice calculado pelo Banco Central, que é chamado de prévia do PIB, registrou alta de 1,12% nos três primeiros meses do ano, encerrando oito trimestres seguidos de desempenho negativo. Em março, a economia encolheu 0,40% em comparação com fevereiro, mas não teve força para abater a recuperação mais forte ocorrida no primeiro bimestre.

“Eu sou otimista, acho que tem o que comemorar sim com este resultado. O país ainda passa por um período bastante difícil, mas só o fato de voltar para o campo positivo é motivo para comemoração. Falta muito para ganhar mais tração, o que deve acontecer no para consolidar a retomada, mas os sinais indicam que ela está acontecendo e o primeiro sinal (IBC-Br) veio agora”, me disse o economista Luiz Castelli, da GO Associados.
O próximo e mais forte sinal será conhecido no dia 1o de junho, quando o IBGE divulgará o resultado do PIB do primeiro trimestre. As previsões dos economistas já estão passando por ajustes, principalmente depois do IBC-Br, que veio melhor do que o esperado. Mesmo havendo consenso sobre o fim da recessão, tudo indica que a melhora no primeiro trimestre não vá se repetir no segundo trimestre.

“O primeiro tri teve efeitos positivos que não vão se repetir no segundo. A melhora no setor agrícola, o efeito estatístico da indústria, as revisões feita pelo IBGE nas pesquisas sobre comércio e serviços são fatores que nos levam a esperar um PIB perto de 1% nos primeiros meses do ano. Mas para o segundo, esperamos um desempenho bem mais moderado, perto de 0,2%”, disse Castelli.

A dúvida sobre o segundo trimestre também é consenso. O IBGE já nos informou que indústria, varejo e serviços tiveram em março péssimos resultados, o que pode afetar abril e contaminar o resto do período. Até por isso, mesmo depois da surpresa positiva com início do ano, que as expectativas para 2017 continuam girando perto de 0,50%.

No mercado há quem espere que o país volte a registrar um trimestre negativo, entre abril e junho. Vai ficar só para o terceiro tri a chance de uma retomada mais forte. Os maiores impulsos serão a queda da inflação e dos juros. Mas a melhora da confiança também deve ajudar. Se a politica ajudar, com aprovação da reforma da previdência, o impulso pode ser maior.

“O desempenho muito negativo da atividade em março pode levar o Banco Central a cortar a taxa de juros mais fortemente agora no final de maio. Se o avanço das reformas andar como a gente espera, as projeções para o PIB do último tri deste ano e para 2018, podem ter viés de alta”, afirmou o economista da GO Associados.

Quem ainda não vai melhorar é o emprego. Este é o pior lado da história da rectomada da economia, que mesmo que esteja ‘piorando menos’, segue gerando insegurança e muitas perdas a milhões de brasileiros. Luiz Castelli espera que a criação de vagas formais de trabalho já comece a acontecer agora em abril, no máximo em maio. Mas será um movimento demorado e de recuperação muito lenta.
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